quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Matéria: TV Assembléia / Por: Laudeci Barros


Espetáculo Solo - "Exercício Sobre Medeia"
Atuante: Silmara Silva
Direção: Adriano Abreu
Realização: Coletivo Piauhy Estúdio das Artes

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014


Impressões do Ator e Bailarino Zéh Carlos Di Santis sobre o Espetáculo Solo - "Exercício Sobre Medeia"


Exercício sobre a mulher, exercitar sendo mulher, forte, persistente, guerreira, amiga e inimiga do próprio amor.

Signos e partituras, luzes e cantos permeavam o palco do corpo da atriz, da intérprete, da mulher, da arte.

E foi de pé que minhas mãos resolveram se entregar aos sons das palmas para o espetáculo EXERCÍCIO SOBRE MEDEIA. 

Parabéns Silmara Silva, por ser tão mulher, tão artista, e acreditar verdadeiramente no poder de transformação da arte.

Parabéns Adriano Abreu Abreu, por ver nas entre linhas cada detalhe, por também deixar livre a experiência do ator falar.

Parabéns Pablo Erickson, por iluminar de forte colorida e sabiamente encantadora. Seu empenho é tão profundo que transcende aos nossos olhos.


Impressões do Dyego Lisboa sobre o Espetáculo Solo - "Exercício Sobre Medeia" 

"Fevereiro iniciou-se, no ano de 2014, entre montes e elevações tempestuosas... Despontou como um gemido que chora tenro por entre tardes horas. E nele junto, estava a irriquieta mulher, entoando em cada gesto o desespero ultimo, na escura fábula rosa!..."
Foram as únicas palavras que me soltaram, quando pus-me já de pé, celebrando em palmas diante da negra lágrima que escorria no rosto da Silmara Silva. Um espetáculo memorável!, por tanta beleza e notável empenho do Piauhy Estúdio das Artes, após longos meses de trabalho nos presentear com tanta grandeza.
Silmara, muito obrigado.

Impressões do Ator e Escritor Eduardo Prazeres Sobre o Espetáculo Solo - "Exercício Sobre Medeia"

 Me senti profundamente tocado pelo que vi. Acho que Silmara canalizou muito bem a aura forte de Medeia em seu corpo, que, sendo o corpo de uma mulher jovem e de estatura relativamente pequena, de repente se agiganta no palco pela força expressiva e a beleza dos movimentos, que para mim, particularmente, é onde está sintetizada toda a teatralidade deste espetáculo. É nítida a coreografia, a exploração consciente do espaço esteticamente. O texto funciona, mas para mim, o que ele causa na atriz, que está entregue, absorta, “com a alma em carne viva”, é muito maior que o próprio texto, é a concretização da linguagem, por que causa em mim também. Por um momento senti que se eu tampasse os ouvidos, e apenas observasse atentamente o gestual de Silmara e captasse a energia emitida por seu corpo, eu seria capaz de entender cada palavra, mesmo sem ouvi-las. A organização dos movimentos dentro dessa caprichada estrutura estética foi uma grande sacada no sentido de nos remeter a uma atmosfera clássica, onde a elegância, mesmo no apogeu de uma terrível tragédia, era sempre indispensável. A força de espírito dessa mulher/anjo/demônio também é enfatizada pela qualidade dos movimentos. O fato desafiador de Silmara/Medeia sentar-se sempre de pernas abertas para a platéia é um elemento perturbador, pois há uma bela mulher de pernas abertas em minha direção, mas o poder de sua presença é tão grande que eu “tenho medo de olhá-la”. Por que não está ali uma mulher comum. Está ali a filha de Hécate, a mão capaz de assassinar aos próprios filhos. A magia, o regresso aos tempos ancestrais onde predominava o pensamento místico, isso foi caracterizado para mim, entre outras coisas, nas figuras geométricas simples, apenas linhas paralelas, formadas pelas cordas esticadas no cenário. Imediatamente associei essa imagem à TEORIA DAS CORDAS, segundo a qual o universo está dividido em dez dimensões, como dez cordas esticadas paralelamente, sendo que uma delas é a residência de Deus (o céu), e que ele, por ser Deus, consegue mover-se por todas as dez dimensões apenas vibrando as “cordas”. Enfim, tenho pouco embasamento teórico-estético, e não vou ficar aqui bancando o crítico de arte, o que definitivamente não sou. Queria apenas manifestar as minhas impressões sobre mais este belo trabalho do talentoso grupo de artistas do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, coordenado por Adriano Abreu. Meus parabéns especialmente a essa dupla, esse casal que está dando tão bons frutos ao teatro piauiense, Silmara e Adriano.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

VT Divulgação - Espetáculo Solo "Exercício Sobre Medeia"

video

Ficha Técnica

Atuante: Silmara Silva
Direção: Adriano Abreu
Iluminação: Pablo Gomes
Foto: Ana Cãndida Carvalho
Vídeo e Produção de VT: Francisvaldo Sousa
OFF: Christhian Sousa
Make UP: Dackson Mikael

Textos: Chico Buarque / Paulo Pontes / Cecília Meirelles / Silmara Silva

Realização: Coletivo Piauhy Estúdio das Artes

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Exercício Sobre Medéia – Tormenta nos Fios Obscuros



       “Ninguém vai sambar na minha caveira/ Não sou das que gozam co’a submissão” .  Esses versos da peça Gota d'Água de Chico Buarque e Paulo Pontes dão início ao solo da atriz Silmara Silva com o título “Exercício Sobre Medéia”,  novo espetáculo do Coletivo “Piauhy Estúdio das Artes”, com direção de Adriano Abreu livremente inspirado na   tragédia grega “Medeia” de Eurípides, datada de 431 a.C.  O solo desenvolve-se durante trinta minutos em seis fragmentos, onde, através de processo de bricolangem de vários textos(Cecília Meireles, Chico Buarque e Paulo Pontes, Ritual de Invocação de Hécate e Silmara Silva)  e ações cênicas que trabalham verdadeiros escritos visuais, os artistas criaram uma narrativa única, que vai de encontro a perspectiva de um teatro mitopoético, com enorme qualidade estética, técnica, conceitual que notabiliza os trabalhos do coletivo.

      “Exercício Sobre Medéia” reconta a história da mulher- mãe-feiticeira, traída pelo marido Jasão, que num ato premeditado de vingança contra a infidelidade do marido, humilhação do Rei (pai da noiva de Jasão) e de toda a sociedade de Corinto, assassina sua rival e os próprios filhos. O espetáculo consumiu um ano de ensaios e pesquisas para ser montado, toda concepção cênica e estética é de Adriano Abreu e Silmara Silva, com reforço da iluminação de Pablo Gomes, fotos de Ana Cândida Carvalho, vídeo de Francisvaldo Sousa, apoio artístico e técnico de David Santos e demais membros do Piauhy Estúdio das Artes.
        O Projeto foi aprovado pelo Sistema de Incentivo Estadual a Cultura (SIEC), com patrocínio do “Armazém Paraíba”, será apresentado nos dias 14 e 15 de Fevereiro, no Teatro do Boi ás 19:00h com ingressos no valor de R$ 10,00 (meia e antecipado) e R$ 20,00 (inteira). 


Contatos da Produção:
Fones:  9469-1702(Silmara Silva), 8812-0262 (Adriano Abreu).
Internet: exerciciosobremedeia.blogspot.com/‎   
https://www.facebook.com/silmara.silva.393
Piauhy Estúdio das Artes
piauiestudio.blogspot.com/‎


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Série Estudos: Teatro em Estado de Magia (uma introdução)

Foto: Ana Cãndida Carvalho


Teatro em Estado de Magia
(Uma perspectiva para o trabalho cênico no Piauí)

            No trabalho do ator do Piahuy: Estúdio das Artes imaginação e técnica atuam como trampolim para o estado criativo (corpo, mente e espírito vivos que não mentem em situação de representação). Os sentidos devem estar voltados aos objetivos a serem alcançados. Esses objetivos, quase sempre, visam imprimir nuances de energia que atuam sob e sobre o espectador. Essa energia é vibracional.

          Presenças vibracionais (ou vibráteis) são conseguidas de várias formas: sinestésica, intelectual e emocionalmente. Vibrações acontecem quando forças conflitantes atuam no ator e ele permite-se conviver e transfigurar-se nelas (ator-doamento).

         O intérprete, obviamente, precisa corporificar os valores, conceitos e conteúdos que preconiza deve estar "cheio" deles. Por fim a energia é potencializada através da vontade dinamizada do ator (impulso irrefreável para ação), dilatando-se no espaço e no tempo dramático, instaurando uma situação que convencionei chamar de “Teatro em Estado de Magia”.

       “Teatro em Estado de Magia” remete a um modelo de trabalho de atuação, mas também, a uma visão de construção do espetáculo cênico que busca equilíbrio entre os aspectos: estéticos (realistas) e míticos (não-realistas), objetivos (evocam nos espectadores as mesmas sensações e emoções) e subjetivos (evocam diferentes emoções e sensações nos espectadores), concatenados (desenvolvimento de ações no tempo ou alternância de ações) e simultâneos (presença simultânea de ações), conteudísticos e formais. Colocando o espectador como partícipe do processo teatral na medida em que o reconhece como ser sócio-cultural que busca fruição através do ato artístico no intuito de evoluir cultural, valorativa,  emocional e espiritualmente.



“A magia é a aplicação da vontade humana,
dinamizada, a evolução rápida das forças da natureza”.

(Tratado Elementar de Magia Prática - Gérard Anaclet Vicent Encausse - Papus)

  

Adriano Abreu
Diretor Teatral
Coletivo Piauhy Estúdio das Artes 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Impressões do Escritor e Ator Eduardo Prazeres sobre o Solo - "Exercício Sobre Medéia" - O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes agradece! Saudações Teatrais. Avante!

Foto: Ana Cândida Carvalho


 Me senti profundamente tocado pelo que vi. Acho que Silmara canalizou muito bem a aura forte de Medeia em seu corpo, que, sendo o corpo de uma mulher jovem e de estatura relativamente pequena, de repente se agiganta no palco pela força expressiva e a beleza dos movimentos, que para mim, particularmente, é onde está sintetizada toda a teatralidade deste espetáculo. É nítida a coreografia, a exploração consciente do espaço esteticamente. O texto funciona, mas para mim, o que ele causa na atriz, que está entregue, absorta, “com a alma em carne viva”, é muito maior que o próprio texto, é a concretização da linguagem, por que causa em mim também. Por um momento senti que se eu tampasse os ouvidos, e apenas observasse atentamente o gestual de Silmara e captasse a energia emitida por seu corpo, eu seria capaz de entender cada palavra, mesmo sem ouvi-las. A organização dos movimentos dentro dessa caprichada estrutura estética foi uma grande sacada no sentido de nos remeter a uma atmosfera clássica, onde a elegância, mesmo no apogeu de uma terrível tragédia, era sempre indispensável. A força de espírito dessa mulher/anjo/demônio também é enfatizada pela qualidade dos movimentos. O fato desafiador de Silmara/Medeia sentar-se sempre de pernas abertas para a platéia é um elemento perturbador, pois há uma bela mulher de pernas abertas em minha direção, mas o poder de sua presença é tão grande que eu “tenho medo de olhá-la”. Por que não está ali uma mulher comum. Está ali a filha de Hécate, a mão capaz de assassinar aos próprios filhos. A magia, o regresso aos tempos ancestrais onde predominava o pensamento místico, isso foi caracterizado para mim, entre outras coisas, nas figuras geométricas simples, apenas linhas paralelas, formadas pelas cordas esticadas no cenário. Imediatamente associei essa imagem à TEORIA DAS CORDAS, segundo a qual o universo está dividido em dez dimensões, como dez cordas esticadas paralelamente, sendo que uma delas é a residência de Deus (o céu), e que ele, por ser Deus, consegue mover-se por todas as dez dimensões apenas vibrando as “cordas”. Enfim, tenho pouco embasamento teórico-estético, e não vou ficar aqui bancando o crítico de arte, o que definitivamente não sou. Queria apenas manifestar as minhas impressões sobre mais este belo trabalho do talentoso grupo de artistas do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, coordenado por Adriano Abreu. Meus parabéns especialmente a essa dupla, esse casal que está dando tão bons frutos ao teatro piauiense, Silmara e Adriano.

sábado, 16 de novembro de 2013

"O espetáculo é nossa montanha, nossa água, nossa floresta..." (Eugênio Barba)

Foto: Ana Cândida


Chego hoje dia 17 de Novembro de 2013, um ano depois de muito estudo, pesquisa, observações, dúvidas, discussões, aceitações, erros e muito aprendizado. Bom ou ruim, eu trabalhei, houve entrega, é meu ofício gritando mais alto, como diz o adágio popular: "A pessoa é para o que nasce". Eu nasci para o teatro, isso tenho plena certeza. Entender o seu universo, sua espiritualidade, sua técnica, amor e sua emoção. Além de tudo ter respeito ao fazer artístico teatral. É uma arte delicada, fios de sensibilidade rodopiam o seu ser. Bom, eu cheguei a esse resultado hoje. Vou revelar meu primeiro Solo - "Exercício Sobre Medéia" - Um exercício de aceitação, amor e trabalho. E ousamos trabalhar uma tragédia - " A tragédia é sempre aristocrata em essência e, por isso mesmo, em suas fontes reacionárias: tem sentido de edificação inspirado por uma ordem social, que deseja ser mantida. É inspirada para que inspire um sentido final de resignação, da ausência de rebelião". (Dionísio). Que o meu Deus todo poderoso e nossa senhora e todos os Deuses do Teatro me abençoem, me dê forças e garra para que eu execute meu trabalho verdadeiramente, amém! Ofereço esse Solo ao diretor Adriano Abreu pela paciência, honestidade, profissionalismo e amor. Ao público, todo meu respeito e dignidade, é meu simples presente a todos vocês. Oremos!

Obrigada ao meu Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, em especial David Santos e Erica Smith. A Yeda Gabriele, que fez o trabalho de preparadora Corporal, meu muito obrigada, pelo esforço e os ensinamentos. Obrigada a todos os amigos que colaboraram, mesmo em pensamento para esse resultado. Deus abençoe a todos! Saudações Teatrais!!

Silmara Silva